Não é um momento, tão somente e
apenas. Não é um fase. Tão pouco um estado, emocional – no sentido de
transcendência ou outra experiência menos comum.
Talvez seja um vazio; não tão
vazio assim. Como uma mansão abandonada, sem vida, mas com todo o seu recheio
mobiliário – desmantelado e decrépito - relatando histórias empoeiradas e
desconexas, desafiando a compreensão e o bom senso.
Como estar estático num
labirinto que se move e me leva por áleas intrincadas e sem saída aparente. Resta
que tudo pare de girar e se desvaneça numa neblina fria, esperando o sol
brilhar.
Até lá... até então... até nem sei...
apenas fitar o desfile de vultos e luzes, silêncios que pronunciam discursos
ambíguos e que se na sua ausência de sentido, de propósito, revelem um... porquê.
Encarcerado numa prisão sem muros ou grades.
Sem comentários:
Enviar um comentário